sexta-feira, 10 de abril de 2015

História de Mowgli

História de Mowgli

CAPÍTULO I - Os Irmãos de Mowgli

Há muito tempo, na Índia, um enorme tigre percorria a selva em busca de alimento. Chegou à uma clareira onde se encontravam acampados um lenhador e sua família, e pensou no banquete que iria fazer com aquele homem que dormia, ou melhor ainda, aquele menino gordo, filho do lenhador, que ali se encontrava.
Apesar do tigre ser enorme e robusto, não era muito bravo e não estava disposto a enfrentar abertamente um homem armado.
Assim, ele deslizou em direção à fogueira, mas por não prestar atenção por onde andava, acabou machucando as patas, quando pisou nas brasas da fogueira. A dor o fez rugir e despertou a família acampada. O tigre, então, não teve outra saída senão escapar, furioso e mancando.
Também o lenhador e sua mulher ficaram apavorados e não repararam que o menino tinha resolvido andar pela noite, não imaginando o perigo.
Com o passo inseguro, foi subindo a colina e logo, sem saber como, entrou na cova de um enorme lobo, bravo, porém nobre e bondoso. Ao ver que o menino entrava sem medo na cova, e considerando que o tigre o queria devorar, o pai lobo pegou o menino e colocou entre seus lobinhos recém nascidos, que estavam brincando por perto da mãe loba, Raksha. Esta viu o pequeno filhote de homem juntar-se sem receio com seus lobinhos e ficou com ele.
Pouco tempo depois, Tabaqui, o chacal, procurou Shere-Khan e lhe disse: Senhor tigre, sei onde está o menino que tanto lhe dá apetite. Se o matares, podes me dar uma parte como prêmio, por lhe haver dito o esconderijo. Ele está naquela cova, abaixo da colina. O chacal é um animal nojento, que induz os outros animais a caçar e matar, contentando-se com as sobras que lhe deixam, por isso também era conhecido com lambe pratos.
Shere-Khan foi, em seguida, à entrada da cova, que era muito estreita, que só lhe permitia meter a cabeça na sua abertura. Tal circunstância fazia com que o lobo não o temesse, já que se encontrava dentro da cova.
O lobo advertiu o tigre que fosse buscar seu alimento em outro lugar, que ele não devia transgredir as leis da selva, que proíbe a um animal matar um ser humano, porque isto faz com que muitos homens se reúnam para capturar o assassino.
Shere-Khan rugiu com raiva e começou a lançar ameaças ao pai lobo. Raksha se uniu ao esposo para expulsar o tigre dali, pois ela havia se proposto a cuidar do menino, que um dia cresceria e teria condições de matar Shere-Khan.
O tigre se retirou e o menino permaneceu com os lobos e cresceu como membro da família.
Chamaram-lhe Mowgli, que significa “pequena rã”. Levaram-no à Roca do Conselho, onde se reuniam os lobos para apresentar seus filhotes para a Alcatéia. Na ocasião, o chefe da Alcatéia, o lobo Akelá, disse que, para que Mowgli fosse aceito, ele teria que ser recomendado por dois membros da floresta. De repente apareceu uma sombra: era um urso chamado Baloo, que se propôs a ensinar a Mowgli as leis da Jângal, as diferentes vozes dos animais e os diferentes tipos de comida.
Mais tarde apareceu a pantera negra, Bagheera, que ofereceu um touro gordo pela vida de Mowgli; esta ensinou-lhe a caçar, pescar e os truques da imensa Jângal. 
Mowgli, como pequeno lobo, tinha muito que aprender.

CAPÍTULO II - As Caçadas de Kaa

Mowgli, o menino criado por lobos, passou a fazer parte da Alcatéia, e portanto era um grande amigo dos animais da floresta.
Uma vez, ele disse a Baloo e Bagheera que gostava doa dos Bander-Logs. Eles não têm leis como os lobos, somente falam para os outros eu possuem uma; se consideram muito inteligentes e espertos, mas nunca fazem nada, apenas falam muito, em vez de trabalhar. Nada na selva tem a ver com eles: são covardes e sobem nas árvores para atirar cocos e galhos nos animais feridos. Sempre estão pensando em criar suas leis, porém se esquecem com facilidade de seus interesses.
Um dia, os Bander-Logs seqüestraram Mowgli. Eles haviam estado observando-o por entre as árvores, enquanto construía uma casa pequena com galhos e folhas para abrigar-se. Pensaram que seria muito bom aprender a construir casas como Mowgli. Enquanto ele dormia, se arrastaram até perto deles e os mais fortes pegaram-no pelos braços, subiram até o topo das árvores e correram quilômetros e quilômetros com ele, saltando por entre as árvores. Às vezes saltavam com Mowgli por espaços abertos, de uma árvore à outra. Assim, com saltos e gritos, a tribo inteira de Bander-Logs andou um largo trecho, levando Mowgli prisioneiro.
Enquanto “voava”, Mowgli ia pedindo auxílio aos animais amigos. Acima, no céu, Chill, o pássaro milhano, se deu conta do que passava e , observando para onde o levavam, avisou Baloo e Bagheera, que entraram floresta adentro o mais rápido que puderam, na direção em que os macacos haviam levado o menino. Porém, Baloo já estava velho e não podia nadar tão depressa quanto os macacos.
No caminho, encontraram Kaa, a grande serpente píton, de nove metros de comprimento. Esta, de bons instintos, porém muito astuciosa, desejava ardentemente comer os Bander-Logs e com facilidade foi convencida a ajudar; além de tudo, Bagheera lhe contou que os macacos a haviam chamado de “Lombriga-amaela-da-terra-sem-pés”. A velha Kaa não era muito de se irritar, mas esta falta de respeito a fez arder de raiva e quando Baloo lhe perguntou se ela iria ajudar a salvar Mowgli dos macacos, ela respondeu que sim!
Kaa, Baloo e Bagheera dirigiram-se para uma cidade em ruínas, onde os macacos viviam e era lá que eles representavam a comédia em que fingiam que eram homens.
Bagheera, rápida, se adiantou e quando viu os macacos reunidos ao redor de Mowgli, lançouse sobre eles e os atacou sem pensar, mas havia milhares deles! Eles então pularam em cima de Bagheera e dominaram-na. Depois, a machucaram muito, e ela então foi obrigada a refugiar-se em uma peça que continha muita água, enquanto Baloo os atacava também.
Para assegurar-se de que Mowgli não lhes seria tomado, os macacos o colocaram em uma pequena casa de verão, subiram até o teto e deixaram-no cair em um lugar de onde não podia escapar, pois o local era cheio de cobras. Mas ele imediatamente falou a SENHA que usam as cobras na selva: “Somos do mesmo sangue, tu e eu, irmãozinho”, e desta forma as converteu em suas amigas.
Baloo estava passando muito trabalho, quando chegou a velha Kaa que, utilizando todas as suas forças se lançou sobre o bando de macacos dando golpes com sua dura cabeça para direita e para a esquerda, difundindo terror com seus assovios.Os macacos sabem que sua carne é mais gostosa e que as serpentes gostam. Assim, cheios de terror, correram!
Enquanto isso, Baloo e Kaa dirigiram-se para salvar Bagheera e depois foi Kaa quem conseguiu resgatar Mowgli, fazendo com sua cabeça um enorme buraco na parede por onde Mowgli pode escapar. Kaa imediatamente começo a dar voltas em um campo aberto, enquanto assoviava.
Os macacos que estavam no topo das árvores perceberam que ela estava dançando a “Dança da Fome”. Conforme se enroscava e dava voltas sobre si mesma, os macacos não podiam resistir à tentação de observá-la , a tal ponto que perderam o domínio sobre si mesmos. Então ela ordenou que eles a cercassem, o que foram fazendo gradualmente, até que ficaram tão perto, que ela pode pegar um a um para depois comê-los e satisfazer sua fome.
Mowgli, Bagheera e Baloo voltaram para casa com a promessa do menino de que passaria a ouvir os conselhos de Baloo, para não se meter mais em encrencas.

CAPÍTULO III -  Como Apareceu o Medo

Certa vez, no inverno, quando as chuvas deram de falhar, e a Jângal, cada dia que passava, ficava mais seca, os animais estavam morrendo; o único que engodava era Chill, que comia carniça, e como tinha carniça!
O Waingunga era a única reserva de água, a correr por entre a Jângal. E quando Hathi, o elefante selvagem, viu no centro do rio uma rocha, ele reconheceu que era a Rocha da Paz. Ergueu então a tromba e proclamou a Trégua das Águas, como seu pai fez há cinqüenta anos arás.
Segundo a Lei da Jângal, é proibido caçar nas horas de matar a sede, pois os animais vinham magros de fome ao bebedouro. Todos se reuniram lá para falar da seca.
Certa vez Shere-Khan chegou no bebedouro para molhar a face e comentou que tinha matado, não fazia uma hora, um homem. Hathi perguntou a Shere-Khan se ele havia matado o homem por gosto. Shere Khan respondeu:
- Sim. Era meu direito e estava em minha noite de caça.
- Sim eu sei, disse Hathi. Se já acabou, então pode ir embora.
Mowgli perguntou então:
- Que direito é esse que Shere-Khan falou, Hathi?
- Trata-se de uma história muito antiga, mais antiga que a velha Jângal.
Hati pediu silêncio para contar a história.
- No começo da Jângal, mas ninguém sabe quando foi, nós convivíamos harmoniosamente, sem que tivesse medo um do outro. Não existia seca naquele tempo, todos os animais alimentavam-se de folhas flores, frutas e cascas.
O Senhor da Jângal era Tha, o Primeiro dos Elefantes. Foi a tromba de Tha que tirara a Jângal do fundo das águas, com as patas, se formaram lagos. Deste modo se formou a Jângal.
Ocupado em criar novas florestas e abrir novos rios, Tha fez o Primeiro dos Tigres, o mestre e o juiz da Jângal, para que se existisse alguma queixa, fosse feita ao primeiro dos tigres, já que Tha não tinha tempo.
Naquele tempo, o primeiro dos tigres comia ervas e frutas como os demais, ele era grande, como eu sou, e belo de cor; tinha a cor das trepadeiras amarelas, nenhuma listra ou pinta manchava sua pelagem macia. Todos os animais chegavam perto dele sem medo, sua palavra era lei.
Certa noite, houve disputa entre dois gamos, pelas pastagens, que se resolveu a coices e chifradas. Os dois foram à presença do primeiro dos tigres, que durante a conversa, um dos gamos o feriu com um dos chifres e, esquecido de que era o juiz, o tigre deu um munhecaço, quebrando o pescoço do gamo.
Até aquela noite, ninguém havia morrido.
Nós desconhecíamos a morte e o Primeiro dos Tigres, vendo o que fez, sentiu-se alucinado pelo cheiro de sangue, correu e mergulhou no mato. Ficando sem juiz, os animais passaram a disputar tudo, ficando a Jângal abandonada. Quando Tha chegou, não disseram-lhe o que havia acontecido, mas Tha percebeu o corpo do gamo. Ninguém respondeu, estavam todos doidos pelo cheiro do sangue.
Há então deu ordem aos cipós e árvores de galhos baixos que margeiam as trilhas para que marcassem o matador, de modo que pudesse ser sempre reconhecido. Tha perguntou a todos quem queria ser o chefe do povo, o macaco gris saltou dos galhos onde vivia e respondeu que seria o chefe; mas o macaco deu de coçar-se e pular. Quando Tha voltou de novo, encontrou o macaco Gris de cabeça para baixo, pendurado pelo rabo num galho, fazendo macaquices para o povo da Jângal, que começou a gozar dele. Tinha assim desaparecido a lei, sendo substituída pela conversa tola e sem sentido.
Então, Tha nos chamou e disse:
- O primeiro chefe que eu dei a vocês, trouxe a morte para a Jângal. É tempo de vocês terem uma lei que não seja quebrada. Será ela o medo. Quando encontrarem o medo, verão que é ele realmente o vosso chefe.
Então o povo da Jângal perguntou:
- Que é o medo?
E Tha respondeu:
- Vocês aprenderão em breve. Procurem!
Então o povo da Jângal espalhou-se à procura do medo.
Certo dia os búfalos...
- Uh! Interrompeu Mysa, o chefe da manada de búfalos.
- Sim, Mysa, os antepassados dos teus búfalos de hoje, apareceram com a notícia de que no meio da floresta, lá em uma gruta, morava uma criatura sem pelo no corpo e que andava de pé.
O povo da Jângal então foi até à gruta, e encontrou o medo. Quando nos viu chegar, gritou, e sua voz nos fez ficar com o medo que até hoje nos causa, sempre que o ouvimos.
Quando o Primeiro dos Tigres ficou sabendo que o povo da Jângal tinha encontrado o medo lá naquela gruta, disse:
- Irei ver essa coisa nua e lhe quebrarei o pescoço.
Disse e fez. Andou toda a noite à procura da gruta e foi então que as árvores e cipós do caminho atentos às ordens de Tha, o riscaram de listras nas costas, na testa e no focinho. Sempre que esbarrava num galho ou cipó, ficava com uma listra ou pinta nova em sua pelagem amarela. E essas marcas até hoje seus descendentes as usam.
Quando ele chegou na gruta, o pelado apontou para ele e disse:
- O manchado aí vem.
O primeiro dos tigres teve medo do pelado e voltou, miando, para o mato. Tão alto miava o tigre, que Tha o ouviu e perguntou:
- O que aconteceu?
- Achei o medo, e ele me expulsou e me chamou de sujo e fiquei mal visto pelo povo da Jângal.
- E por quê?
- Porque eu estava todo listrado de lama!
- Então vá lavar-se no rio, para que tuas listras saiam.
Então, o tigre se banhou no rio para tirar as manchas, mas nenhuma listra saiu.
- O que fiz para ficar assim? Perguntou o tigre.
- Você matou um gamo e espalhou o medo em nosso povo.
Tha então mandou o tigre embora, mas antes disse para o tigre que por uma noite, a cada ano, quando ele encontrar o pelado, cujo nome é Homem, não terá medo, mas o pelado sim.
Logo depois, ele foi beber água, viu refletir suas listras e lembrou que o pelado tinha lhe chamado de sujo, então percorreu a selva, esperando o dia que Tha lhe prometeu. Ele esperou a lua e foi atrás do pelado, e lhe quebrou a espinha com um munhecaço, pensando assim que tinha matado o medo. Tha logo ficou sabendo da morte do pelado e foi arás do tigre e disse para ele que havia muitos pelados. Com essa morte, ninguém mais iria arás dele, nem dormiriam perto dele.
Quando amanheceu, apareceu na boca da gruta outro pelado, e viu o que o tigre fez, e pegou uma enorme lança, com uma ponta afiada, atirou no tigre, que correu até que quebrasse a vara. Os filhos da Jângal ficaram sabendo que os pelados poderiam matar de longe e ficaram com medo do Homem. Foi o primeiro dos tigres que ensinou o homem a matar.
Hathi mergulhou a tromba na água, dando assim por encerrada a história.
Mas Mowgli perguntou a Baloo por que os tigres alimentam-se de carne hoje, se antigamente eles comiam apenas folhas de árvores e ervas. O que foi que o levou a comer carne? E Baloo respondeu:
- Porque ele quebrou apenas o pescoço do gamo, não o comeu, mas as árvores e cipós o haviam marcado.Por isso, o tigre não alimentou-se mais de folhas e ervas rasteiras.
-Até você sabia dessa história, Baloo? Perguntou Mowgli.
- Sim, eu sei de muitas histórias, Mowgli! 

CAPÍTULO IV - A Embriaguês da Primavera

Dois anos depois da morte de Akelá na grande luta com os dholes, Mowgly completou 17 anos. Parecia mais velho porque o intenso exercício, a forte alimentação e os banhos frequentes lhe haviam dado força e desenvolvimento acima da idade. O povo da Jângal, que já o temia pela astúcia, passou a temê-lo pela força.
Um dia estavam Mowgly e Bagheera na encosta do morro frente a Waiganga. Era o fim do inverno. Sentado, Mowgly contemplava o vale semi-desperto. Um pássaro lá embaixo trinava as primeiras notas, ainda incertas, do canto que iria entoar na primavera. Embora esse canto ainda fosse só um ensaio, a pantera reconheceu-o.
- Eu não disse que o tempo das falas novas vem próximo? Relembrou ela. É Ferao, o pica-pau escarlate. Ele não esqueceu. Ora, eu também preciso recordar o meu canto e pôs- se a ronronar para si própria.
– Não há nenhuma caçada para hoje, observou mowgly.
– Irmãozinho, estarão teus 2 ouvidos tapados? Isto que canto não é palavra de caça, mas canto que quero ter pronto para a primavera.
– Tinha me esquecido. Reconheço muito bem a chegada das falas novas, estação em que tu e os outros correreis para longe, deixando-me sozinho, respondeu mowgly queixoso. Vós debandais e eu, Senhor da Jângal, tenho que viver sozinho.
Até aquele ano Mowgly se deleitara com o retorno das estações. Era ele quem, antes de todos, descobria o primeiro olho da primavera e as primeiras nuvens da estação. Sua voz era ouvida em todos os lugares, a fazer coro com os outros animais. Como para todos os outros, a primavera era para ele o tempo de correr, só pelo prazer de correr do anoitecer ao amanhecer e voltar ofegante, rindo-se, cheio de flores raras.
O povo da Jângal está constantemente ocupado na primavera; Mowgly via-os sempre rosnando, uivando, gritando, piando , silvando, conforme a espécie de cada um. Suas vozes mostram-se diferentes então; e por isso a primavera no Jângal é chamada o Tempo das falas Novas.
Mas naquela estação o humor de Mowgly estava mudado, quando tentava responder algum animal as palavras embaraçavam-se-lhe nos dentes, uma sensação de pura infelicidade o invadiu da cabeça aos pés.
– Comi bem , disse o rapaz a si próprio, bebi bem, minha garganta não arde nem aperta.
Mas tenho o estômago pesado e tratei mal a Bagheera e outros. Ora me sinto quente, ora frio; ora nem quente nem frio, mas apenas furioso contra não sei que. Ah-ah! É tempo de dar minha carreira. Esta noite cruzarei as montanhas; sim darei uma corrida de primavera até os pantanais do norte, ida e volta. De muito que caço sem esforço, isto me enerva.
Como não encontrou nenhum de seus irmãos lobos para correrem juntos, Mowgly saiu sozinho, aborrecido por isso.
Assim correu ele aquela noite, ás vezes gritando, ás vezes cantando; correu até que o cheiro das flores o visou que estava próximo dos pantanais e longe, muito longe do seu Jângal. Avistou uma estrela bem baixa e olhou pelo canudo da mão.
– Pelo touro que me comprou é a flor vermelha, a flor vermelha que deixei pra trás de mim quando me mudei para a alcatéia de Seoni. Agora, que a vejo de novo, dou por fim a minha corrida.
Mowgly correu descuidadamente pela relva úmida até alcançar a cabana de onde vinha a luz.
Uns cães latiram. Ele emitiu um profundo uivo de lobo que fez os cães calarem. A porta da cabana abriu-se e uma mulher espiou no escuro. Dentro, uma criança começou a chorar.
– Dorme, disse a mulher. Foi algum chacal que uivou para os cães.
Escondido nos arbustos, mowgly tremeu. Aquela voz, ele a conhecia. Mas para melhor se certificar, gritou baixinho, surpreso de ver como a língua dos homens lhe vinha fácil:
– Messua! Messua!
– Quem chama? A mulher indagou com voz trêmula.
– Nathoo! Respondeu Mowgly, pois fora esse o nome que lhe dera Messua quando o encontrou pela 1ª vez.
– Vem meu filho.
Ela o acolheu, deu-lhe de beber e comer e apresentou-lhe o irmãozinho. Cansado Mowlgy deitou-se e mergulhou em profundo sono. Quando acordou Messua sorriu e serviu-lhe outra refeição. Nesse instante irmão Gris chamou-o lá fora. Era hora de ir.Messua pôs-se ao lado de Mowgly humildemente ele era realmente um Deus da Jângal, mas quando o viu abrir a porta para sair, a mãe que havia dentro dela a fez abraça-lo várias vezes.
– Volta outra vez, repetiu Messua. De dia ou de noite, esta casa estará sempre de porta aberta pra ti.
A garganta de Mowgly aperto-se. Sua voz parecia como que arrancada à força quando respondeu: Sim, voltarei!
- E agora, murmurou depois que saiu, tenho minhas contas a ajustar contigo, irmãi Gris. Por que vós 4 não viestes quando vos chamei, há tanto tempo?
– Tanto tempo? Foi ontem, eu... nós estávamos cantando no Jângal os novos cantos, porque o tempo das falas novas é chegado. Não te lembras?
- É verdade, é verdade...
- E logo depois dos cantos, segui teu rastro. Passei à frente dos outros e vim até aqui. Mas, ó irmãozinho, que te aconteceu que estás de novo comendo e dormindo na alcatéia dos homens?
- Se tivesses vindo quando te chamei, isto nunca se daria, respondeu Mowgly, apressando o passo.
- E agora como será? - Perguntou o lobo.
Mowgly ia responder, quando uma mocinha trajada de branco surgiu no caminho que levava à aldeia. Mowgly segui-a com os olhos por entre os talos de milho até que seu vulto se perdeu ao longe.
- E agora? Agora não sei... respondeu finalmente, suspirando. Porque não vieste quando te chamei?
- Nós te seguimos - murmurou o lobo. Nó te seguimos sempre, exceto no tempo das falas novas.
- E me seguireis na alcatéia dos homens também?
- Não o fizemos na noite em que os de Seoni te expulsaram do bando? Quem te despertou quando dormias nas roças?
- Sim, mas me seguireis de novo
– Não te segui eu esta noite?
– Mas me seguireis sempre, sempre,sempre e outra vez, outra vez e outra vez, irmão Gris?
O lobo calou-se por uns instante. Quando abriu a boca foi para dizer a si próprio:
- A pantera negra falou verdade...
E disse que...
... que o homem volta sempre para o homem, no fim Raksha , nossa mãe, também disse.
E Akelá também na noite do ataque dos Dholes, acrescentou Mowgly.
E também Kaa, a serpente da rocha, que possui mais sabedoria do que todos nós.
- E tu irmão gris, que disses tu?
Eles já te expulsaram uma vez. Eles te feriram nos lábios com pedra. Eles mandaram Buldeo matar-te. Eles queriam lançar-te na flor vermelha. Tu e não eu , disseste que eles eram muito maus e insensatos. Tu, e não eu, eu sigo meu próprio povo, foste admitido no Jângal por causa deles. Tu, não eu compuseste cantos contra eles, ainda mais amargos que os nossos contra cães vermelhos.
– Pára! Que estás dizendo?
O lobo Gris ficou uns instante calado, depois falou:
– Filhote de homem, senhor da Jângal, filho de Raksha, meu irmão de caverna: embora eu fraqueie nas primaveras, o teu caminho é o meu caminho, o teu antro é o meu antro, a tua caça é a minha caça e a tua luta de morte é a minha luta de morte. Falo por mi e pelos outros 3. Mas que irás dizer ao Jângal?
- Bem pensado. Vai e reune o conselho na Roca, que quero dizer a todos o que tenho no coração, mas talvez não compareçam: no tempo das falas novas todos esquecem de mim...
– Só isso? - Perguntou o lobo Gris, pondo-se em marcha.
Em qualquer outra estação aquela novidade teria reunido na Roca o povo inteiro do Jângal; mas era o tempo das falas novas e andavam todos dispersos, caçando, matando. Para um e para outro, corria o lobo Gris com a nova:
– O senhor do Jângal volta para os homens! Vamos à Roca do Conselho!
E ruidosos e felizes os animais respondiam:
– Retornará nos calores de verão. Vem cantar conosco.
– Mas o senhor do Jângal volta para os homens, repetia.
– E daí! O tempo das falas novas perde alguma coisa com isso?
Desse modo, quando Mowgly, de coração pesado chegou à Roca, onde anos atrás fora trazido ao conselho, apenas encontrou lobos irmãos, Baloo, que já estava quase cego e a pesada Kaa enrodilhada sobre a pedra de Akelá, ainda vaga.
– Termina então aqui o teu caminho, homenzinho? Perguntou a serpente, logo que Mowgly se sentou. Grita o teu grito! Somos do mesmo sangue, eu e tu, homens e serpentes!
– Porque não morri nas garras dos dholes, gemeu Mowgly. Minha força esvaiu- se e não foi veneno. Dia e noite ouço um passo duplo no meu caminho. Quando volto a cabeça sinto que alguém se esconde atrás de mim. Procuro por toda parte atrás dos troncos, atrás das pedras, e não encontro ninguém. Chamo e não tenho resposta, mas sinto que alguém me ouve e se guarda de responder. Se me deito, não consigo descanso. Corria corrida da primavera e não sosseguei. Banho-me e não me refresco. O caçar enfada-me. A flor vermelha está a ferver em meu sangue. Meus ossos viraram água. Não sei o que...
– Para que falar? Observou Baloo. Akelá disse que Mowgly levaria Mowgly para a alcatéia dos homens outra vez. Também eu o disse, mas que ouve Baloo? Bagheera, onde está Bagheera esta noite? Ela também sabe disso, é da lei.
– Quando nos encontramos nas Tocas Frias, homenzinho, eu já o sabia. - acrescentou Kaa... - Homem vai para homens, embora o Jângal não o expulse.
– A Jângal não me expulsa, então? Sussurou Mowgly.
O irmão Gris e os outros 3 uivaram furiosamente:
– Enquanto vivermos ninguém ousará...
Mas Baloo interrompeu:
– Eu ensinei-lhe a lei, disse. A mim cabe falar, embora meus olhos não vejam a pedra que está perto, enxergam tudo que está longe. Rãzinha, toma teu trilho, faz teu ninho com esposa do teu próprio sangue e de tua raça; mas quando necessitares pata, olho ou dente, lembra-te, senhor do Jângal, que todo o Jângal acudirá o teu apelo.
– Também o Jângal médio estará contigo , disse Kaa. Falo por um povo muito numeroso.
– Ai de mim! Exclamou Mowgly em soluços. Eu não sei o que sei! Não vou, não vou, não quero ir, mas sinto-me arrastado por ambos os pés. Como poderei deixar de viver estas noites do Jângal?
– Ergue os olhos, irmãozinho, disse Baloo. Não há mal nisso. Quando o mel está comido, abandonamos os favos.
– Depois que soltamos a pele velha, não podemos vestir de novo, ajuntou Kaa. É da lei.
– Ouve querido de todos nós, disse Ballo. Não há aqui, nem haverá, palavra que te detenha entre nós. Ergue os olhos! Quem ousará interpelar o senhor do Jângal? Eu te vi brincando no pedregulho, lá embaixo, quando não passava de pequenina rã; e Bagheera, que te comprou pelo preço de um touro gordo, viu-te também. Daquela noite do “ Olhai, olhai bem ó lobos!”, só ela e eu restamos de testemunhas; Raksha, tua mãe adotiva, está morta, teu pai adotivo está morto; a velha alcatéia daquele tempo não existe; tu sabes o fim que teve Shere-Kahn e viste Akelá acabar entre os dholes, que nos teriam destruído se não fosses tu. Só vejo ossos, velhos ossos. Hoje não é o filhote de homem que pede licença a sua alctéia, é o senhor do Jângal que resolve mudar de caminho. Quem pedirá contas ao homem do que ele quer ou faz?
– Bagheera e o touro que me comprou! Respondeu Mowgly. Eu jamais...
Suas palavras foram interrompidas por um rumor nas moitas próximas. Lépida, forte e terrível como sempre, Bagheera acabava de saltar para dentro do grupo.
– Pelo que acabas de dizer - disse ela, estirando o corpo - não vim. Andei em caçada longa, mas agora ele está morto na relva, um touro de 2 anos, o touro que te vai libertar, irmãozinho!
Todas as dívidas assim ficam pagas. Além disso, minha palavara é a palavra de Baloo.
A pantera lambeu os pés de Mowgly.
– Lembra-te que Bagheera te ama, disse ela por fim, retirando-se num salto. No sopé da colina entreparou e gritou: Boas caçadas em teu novo caminho, senhor da Jângal! Lembra-te sempre que Bagheera te ama.
– Tu a ouviste, murmurou Baloo. Nada mais há a dizer. Vai agora, mas antes vem a mim. Vem a mim, ó sábia rãzinha!
– É difícil arrancar a pele, murmurou Kaa, enquanto Mowgly rompia em soluços com a cabeça junto ao coração de urso cego, que tentava lamber-lhe os pés.
– As estrelas desmaiam, concluiu o lobo Gris, de olhos erguidos para oa céu. Onde me aninharei doravante? Porque agora os caminhos são novos...

Grande Uivo

Grande Uivo

Os Lobinhos estão formados em circulo de parada. O Escotista vai para o centro do circulo e indica o Lobinho que o auxiliará a conduzir o Grande Uivo, ficando de frente para ele. Vira-se para ele e manda a Alcatéia dar as mãos. Os demais Escotistas colocam-se atrás do Escotista que está conduzindo o Grande Uivo, por fora do circulo, mantendo-se em posição de firmes e acompanhando a cerimônia sem qualquer gesto.
O Escotista começa a cerimônia estendendo ambos os braços lateralmente como que formando uma cruz. Os Lobinhos abaixam ambos os braços ficando em posição de firmes.
O Escotista abaixa os braços até ficarem colados ao corpo. Os Lobinhos se abaixam ficando de cócoras sobre os calcanhares, com os dedos indicador e médio de ambas as mãos unidos, tocando o solo entre os pés com os joelhos afastados. No momento em que os dedos tocam o chão todos dizem em voz alta, juntos e ritmicamente:
-A-KE-LÁ FA-RE-MOS O ME-LHOR!
 
Depois disso os Lobinhos saltam como uma mola, ficando de pé no mesmo lugar colocando as duas mãos com os dedos indicador e médio unidos apontados para cima como duas orelhas de lobo. Aí o Lobinho indicado, que estará de frente para o Escotista perguntará a Alcatéia com toda a força de seus pulmões (o tom da voz deve ser de pergunta e não de afirmação), olhando sucessivamente para cada matilha, sem balançar a cabeça:
-ME-LHOR, ME-LHOR, ME-LHOR, ME-LHOR?
O que significa: Vocês farão o seu melhor possível?
 
Após o quarto melhor, os Lobinhos abaixam para o lado do corpo a mão esquerda (como que na posição de firme) e a mão direita agora na posição de saudação de Lobinho e gritam:
-SIIIM! ME-LHOR, ME-LHOR, ME-LHOR, ME-LHOR!
 
Após isso, os Lobinhos abaixam também o braço direito, ficando na posição de firmes, para aguardando novas determinações.
O Escotista agradece com uma OBRIGADA ALCATÉIA ou BOA CAÇADA PARA VOCÊS.
Deverão ser observados especialmente os seguintes pontos:
a) Os quatro ME-LHOR iniciais, ditos pelo lobinho escolhido, devem ser fortes, claros e destacados (cada sílaba nitidamente destacada das outras).
b) O SIM deve ser ligeiramente arrastado (cerca de um segundo de duração é o bastante)
c) Os quatro ME-LHOR que são respondidos pela alcatéia, devem ser como os primeiros ME-LHOR, fortes e claros e (cada silaba nitidamente destacada das outras).

O Grande Uivo tem um triplo significado:
1º: dar boas vindas ao Akelá;
2º: renovar sua promessa; e,
3º: mostrar que estão prontos a obedecer ao comando do Akelá.

Mogli, personagens

  

Personagens da Jangal

http://www.terra.com.br/disney/mogli/img/personagens/top_pop_01.gif
"Eu gosto de ser um urso!"
Ele pode se balançar entre as árvores, comer bananas o dia inteiro e curtir com os animais da selva - Mogli é um cara... isto é, um filhote de homem de sorte!
Do que gosta: Curtir na selva, ser um urso
Do que não gosta: Deixar seus amigos
Biografia: O filhote de homem preferido das selvas, teve suas aventuras contadas pela primeira vez no "Livro da Selva", de Rudyard Kipling. A vida é maravilhosa para o jovem Mogli, uma criança abandonada criada pelos animais da selva. Ele tem apenas um pequeno problema - a que parte do reino animal ele pertence? Ele é um lobo? Um elefante? Um urso? E que tal um chimpanzé? Em suas aventuras, ele vai experimentando todas as possibilidades, mas acaba percebendo que não se encaixa em nenhuma delas. Os amigos da selva de Mogli o ajudam a encontrar seu caminho de volta até aldeia de homens. Afinal, é a esse mundo a que o filhote de homem pertence. 


http://www1.agr683.cne-escutismo.pt/_/rsrc/1345577973946/tecnica/imaginario-e-simbologia/personagens-do-livro-da-selva/mogli.png?height=200&width=128Mogli: Um rapaz que foi criado pelos lobos, os quais lhe ensinaram todos os segredos da selva. Deste modo, o Mogli tornou-se um rapaz forte e destemido.





http://www1.agr683.cne-escutismo.pt/_/rsrc/1345578527270/tecnica/imaginario-e-simbologia/personagens-do-livro-da-selva/aquela.png?height=200&width=200Akelá: É o lobo mais velho e sábio. O chefe da alcateia que zela pela segurança dos lobos e empenha-se para que os lobos cumpram a lei da selva.
Estive com a Racxahttp://www.cne-escutismo.pt/Portals/0/imagens/lobitos/trilhos_da_selva/racxa.pnghttp://www1.agr683.cne-escutismo.pt/_/rsrc/1345578060573/tecnica/imaginario-e-simbologia/personagens-do-livro-da-selva/akela.png?height=200&width=144 Racxa: Mãe loba que amamentou Mogli e ajudou-o a sobreviver na selva.
Relacionamento e sensibilidade
Equilíbrio emocional
Auto-estima
Racxa acolhe Máugli no covil
Racxa defende Máugli de Xer Cane
Racxa gosta de Máugli como ele é
gosto muito de ter amigos, respeito todas as pessoas e digo aquilo de que gosto e que não gosto
como Racxa, eu sou capaz de explicar aquilo que sinto
eu conheço as minhas qualidades e defeitos e sei que tenho de me esforçar por ser melhor e por fazer tudo, mesmo quando tenho medo ou acho que não sou capaz

http://www.cne-escutismo.pt/Portals/0/imagens/lobitos/trilhos_da_selva/elefante-final.pngOuvi as histórias do Hati
Descoberta
Aprofundamento
Serviço
Hati conta a história de Tha
Hati guarda toda a Sabedoria da Selva
Máugli aprende com Hati a Sabedoria da Selva
Hati contou-me histórias de Jesus e já sei que Ele é muito meu amigo e que faço parte de uma família que se chama "Igreja"
tento rezar todos os dias, pedindo a Jesus que me ajude a ser como Ele, e sei que há meninos como eu que pertencem a outras religiões
respeito todas as pessoas e a Natureza e falo de Jesus a muitas pessoas, porque Ele é importante


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"Mas será possível que você não saiba quem eu sou?"

Todos na selva temem Shere Khan. A simples menção de seu nome faz tremer cada morador da selva.
Do que gosta: Ser temido pelos outros animais da selva
Do que não gosta: Ser aborrecido, filhotes de homem mal-educados, o "fogo vermelho" do homem
Biografia: Por mais feroz e astuto que seja, Shere Khan parece entediado com todo o temor que os outros animais sentem dele. Ainda assim, parece que algumas criaturas na selva não se sentem intimidadas com a presença de Shere Khan. Mogli não se importa com ele e o Coronel Hathi está bem certo de que sua tropa de paquidermes treinados pode dar conta do malvado inimigo da selva. Balu não dá a Shere Khan nem chance de pensar e ataca o tigre para proteger seu amigo Mogli. Para este vilão entediado, tal desafio parece divertido!


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"Temos um longo caminho pela frente!"

Esta sábia pantera fica de olho em todo mundo no lar de Mogli, mas às vezes deseja que não tivesse de bancar o "pai" todo o tempo.
http://www.cne-escutismo.pt/Portals/0/imagens/lobitos/trilhos_da_selva/pantera4.pngDo que gosta: Saber que está tudo certo na selva
Do que não gosta: Tomar conta de filhotes de homem desobedientes
Biografia: Há mais de dez chuvas, Baguera escutou um barulho estranho na selva que descobriu ser o de um bebê humano abandonado. A sábia pantera deixou-o com uma família de lobos, que adotou e criou Mogli como seu próprio filho. Com a ameaça do retorno de Shere Khan para aquela parte da selva, Baguera sabia que o mais seguro para o filhote de homem seria voltar para a aldeia de homens. Mas o que é certo nem sempre é o mais fácil de ser feito.
http://www1.agr683.cne-escutismo.pt/_/rsrc/1345578123880/tecnica/imaginario-e-simbologia/personagens-do-livro-da-selva/baguera.gif?height=150&width=200 http://1.bp.blogspot.com/-ev7TIeiRgEo/TuiB473XQaI/AAAAAAAAQY0/rblnrzJ22QA/s1600/baguera_mogli001.gif Bagueera: É uma pantera negra, grande caçadora e esperta. Ensinou o Mogli a caçar e a viver na selva. 

Procura do conhecimento
Resolução de problemas
Criatividade e Expressão
Magli e Bagueera caçam juntos
Baguerra responsabiliza Moglii
Bagueera defende Moglei na Rocha do Conselho
escolho o que gostava de aprender, explico isso à Alcateia e sei onde guardar tudo o que aprendo 
quando há um problema, sei explicar o que aconteceu e consigo resolvê-lo
gosto de fazer e imaginar coisas novas e sou capaz de as explicar





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"Agora dê um grande urro de urso!"
Grande, cinza e adorável, Balu é um urso boa praça! Relaxado e cabeça fria, este urso não tem preocupações, mas é fiel até o fim quando se trata do seu pequeno amigo Mogli!
Do que gosta: Dormir, comer, não fazer nada, ficar na preguiça
Do que não gosta: Não brincar, não comer, trabalhar, e qualquer um que queira fazer algum mal a Mogli
Biografia: Balu é mais feliz quando não está fazendo nada! Dormindo sob o sol, comendo o quê e quando quer e curtindo a selva com seu pequeno amigo Mogli. Embora Baguera chame-o de o "incorrigível malandrão da floresta", Balu sabe que "somente o necessário" é tudo de que precisa e que a vida sempre lhe dará o que quiser. Para Balu, a vida de urso é a melhor coisa que existe e está louco para compartilhar sua filosofia da selva com Mogli. Alguns o consideram preguiçoso, mas Balu compensa isso com sua personalidade alegre e positiva. Todo mundo gosta do Balu e ele também gosta de todos. Bom, talvez com exceção de Shere Khan!



http://www1.agr683.cne-escutismo.pt/_/rsrc/1345578203757/tecnica/imaginario-e-simbologia/personagens-do-livro-da-selva/balu.png?height=200&width=177Baloo: É um urso bom e sábio. Embora seja gordo e dorminhoco sabe e ensina as leis da selva. Baloo: Este urso ‘chanfrado’ vive despreocupado com a vida e transmite a Mogli os seus sábios conhecimentos de ‘Somente o Necessário’ para se viver. Apesar da sua irresponsabilidade, acaba por perceber que Mogli corre verdadeiros riscos e tenta protegê-lo como sabe.

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"É um filhote de homem... um delicioso filhote de homem!"

Sssorrateiro, essscorregadio e sssofrendo de uma grave sssinusite, esta cobra irritante não é tão ameaçadora quanto parece.
Do que gosta: Deliciosos filhotes de homem, atacar suas presas de sssurpresa
Do que não gosta: Perder seu jantar
Biografia: Ka pode hipnotizá-lo com apenas um olhar ou imobilizá-lo com os rápidos movimentos de seus rolos, mas por mais que tente, Ka não é tão amedrontador quanto gostaria de ser; ficar se arrastando pela selva parece não levá-lo a nada. Baguera não se preocupa com ele e Mogli sempre consegue dar um jeito no inconveniente. Por mais que ele tente enganar sua presa fazendo-a confiar nele, sempre acaba enrolado em seus próprios rolos ou com um nó em seu rabo.

http://www1.agr683.cne-escutismo.pt/_/rsrc/1345578327585/tecnica/imaginario-e-simbologia/personagens-do-livro-da-selva/ca.png?height=200&width=200Kaa: Preguiçosa e velha, esta serpente é lenta a andar, mas tem um grande apetite.

nullKaa: Kaa é a malvada piton indiana que tenta hipnotizar Mogli e Pô-lo num sono profundo, mais do que uma vez. No entanto, acaba por ajudar Baguera e Balu na escolta do rapazinho para a aldeia, não se deixando intimidar pelo tigre.
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"Marchem, 1, 2, 3, 4... andem, 1, 2, 3, 4!"

A PATRULHA DA ALVORADA inclui os indispostos recrutas da manada de elefantes marchantes: Elefante Corneteiro, que toca a corneta para chamar os outros; Elefante Preguiçoso, o mais desleixado & faminto da tropa; Elefante Tenente tem o corte de cabelo mais estiloso; e a esposa do Coronel Hathi, Godofreda, que insiste que eles devem procurar pelo filhote de homem, Mogli, quando ele desaparece! "E lembrem-se... um elefante nunca esquece!" CORONEL HATHI é o líder da Patrulha da Alvorada & um membro leal da Quinta Brigada de Paquidermes de Sua Majestade
Do que gosta: Treinar sua manada, disciplina
Do que não gosta: Soldados rasos descuidados, esquecer das coisas
Biografia: Com um magnífico histórico, Coronel Hathi passa seus dias treinando sua manada no melhor estilo militar. Mas para um elefante, sua memória não é lá muito boa!
http://www1.agr683.cne-escutismo.pt/_/rsrc/1345578418400/tecnica/imaginario-e-simbologia/personagens-do-livro-da-selva/haiti.png?height=200&width=164Haiti: Um elefante grande e selvagem que deixa um grande rasto por onde quer que passa. Com a sua tromba anuncia os acontecimentos importantes.




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"Você esqueceu de dizer - ALTO!"

Elefante Bebê é a versão miniatura de seu pai, Coronel Hathi, e um dos amigos preferidos de Mogli na selva.
Do que gosta: Marchar e treinar a manada, como seu pai
Do que não gosta: Ser o último elefante
Biografia: Na procura de um lugar em que se encaixe, e finalmente encontrando um animal quase do seu tamanho, Mogli mais que depressa se junta à manada de elefantes. Este animado elefantinho torna-se instrutor de Mogli em seu treinamento paquidérmico.

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Shere Khan

http://www1.agr683.cne-escutismo.pt/_/rsrc/1345578745970/tecnica/imaginario-e-simbologia/personagens-do-livro-da-selva/xercane.png?height=144&width=200Shere Khan: É um grande tigre com umas grandes garras e uns grandes dentes. É muito mau e cruel, mas também covarde. Shere Khan: Este perigoso tigre tem uma espécie de obsessão com os humanos: é um verdadeiro perigo! Consegue ser muito persuasivo e, com os seus estratagemas, faz de tudo para descobrir o paradeiro de Mogli, após regressar à selva.

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"Somos nós, os amigos de todos vós!"

Buzzy, Dizzy, Ziggy e Flaps - quatro aves emplumadas que logo se tornam amigos do peito de Mogli, justamente quando ele mais precisa de um verdadeiro amigo.
Do que gostam: cantar, ser amigos de Mogli
Do que não gostam: Shere Khan, não saber "qual é a jogada"
Biografia: Eles se parecem bastante com quatro emplumados membros de uma banda de rock dos anos 60, e inclusive soam como tais. Mas como a maioria dos garotos de hoje em dia, eles parecem gastar o dia todo tentando planejar o que vão fazer à /qual vai ser a jogada da noite! Quando finalmente chegam a um acordo e começam a cantar, eles se revelam o primeiro quarteto emplumado da selva!

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"E eu vou encher o pote..."

Esta pequena garota, que vive na aldeia de homens, flerta timidamente com Mogli quando vai buscar água no rio.
Do que gosta: Cantar, maridos bonitos
Do que não gosta: Buscar água
Biografia: Só uma força poderosa poderia fazer Mogli desistir de seu paraíso na selva e fazer parte da aldeia de homens. Cantando sua simples canção quando vai buscar água, a garota enfeitiça o pequeno menino-lobo. Balu diz a Mogli "...não queira saber disso... elas só trazem encrencas!". Mas Mogli não dá atenção a ele, e com um simples sorriso, ele é fisgado!
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"Tome um banana!"

O auto-proclamado Rei da Selva, Rei Louie tem uma grande ambição - tornar-se um ser humano.
Do que gosta: Bananas & "mandar brasa"
Do que não gosta: Não saber o segredo do "fogo vermelho" dos homens
Biografia: Rei Louie está convencido de que pode aprender a ser humano também. Mas parece que este chimpanzé maluco tem uma razão bem particular para querer aprender a ser como Mogli: se descobrisse o segredo do misterioso "fogo vermelho" que o homem controla, ele poderia se tornar tão poderoso quanto ele! Acreditando que Mogli possui o segredo desse poder, Rei Louie manda seu exército de macacos guerrilheiros trazer o menino para um pequeno interrogatório - ao estilo do Rei Louie. É uma verdadeira festa, mas infelizmente para Louie, Mogli não dá a mínima para criar fogo.

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Banderlogues



Banderlogues: São uma cambada de macacos ignorantes. São maus e ignorantes. Passam o dia a fazer traquinices e macacadas em vez de trabalhar.
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifYsCocMnxohKD5IuKtEPxr68aUzg7lJ-ij5hM7gMvJuc-F8JyWsw8k2hLm8IW3MAiPhtMaAVPbBZHxPp8d_MW2O9CU6Nn98qO5lASTQLIfJ6hyy6yuQh_EhF-iwxhVlKdAbj2HQQgxUE/s320/bander+logs.jpg https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJn5eBmyjAmbpxWEBBYHJsNgN8hgFuVDl7bp10QkjRuAAX8oavGB3NQrG8c8CZ0QwMrVtp8voz9X0vN7_0G6X3OATKWy58KIGklbgaa2DB84qyPhLO10DkkmXNc0zuh0g5HhiKlRcrmGQ/s1600/Bandar+log+rei.gif
Somos os Bandarlogs, dizem que somos um bando de macacos arruaceiros, preguiçosos e desordeiros, que não respeitam a Lei da selva e infernizavam a vida dos outros animais, até é verdade, mas o que mais gostamos é de viver a vida brincando sem nenhuma responsabilidade, as vezes isso nos causa muita confusão, será que se seguissemos a Lei nossa vidade seria melhor? 

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Raksha e Pai Lobo
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https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWN5S35bRWB_odAlUPwtHWZgy850j7HGGxcmo0YLEPQqh1xixMSxUBOGt63r5iW_ZRu_ABa9Wt9L0FFCiujKxy1dIitJvL_VRSTa6qtOc6rUkreuah2MR65qk-BHhOJr17ScyCYwJ1vxs/s1600/Mowgli.jpg
Lobo Gris

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3LbB3_Crnu8jmP17K6rLNIzR-anhJY-zu3BfO-MS1QVie3mCPW_ttg1SlgDgIhoOOlgUf-LIqx5_VRriOc_239E1DlBz7gzM5PSQImZ-OPckmCyHQ5d3-Y7XvWl5gOa-3CQGtAcAfGxA/s200/Irm%25C3%25A3o+Lobinho+Gris.png    Eu me chamo Lobo  Gris, eu e meus irmãos nos tornamos companheiros fieis de Mowgli, crescemos juntos e assim permanecemos, mesmo depois que ele deixou a alcateia. Vamos ensinar a vocês o significado destes sentimentos: amizade e companheirismo, temos certeza que você já sabe do que estamos falando.


Rikki Tikki Tavi
Rikki Tikki Tavi

 
Rikki-Tikki Rikki Tikki Tikki Tavi., O mangusto
http://revistagloborural.globo.com/Revista/GloboRural/foto/0,,69834055,00.jpg

http://galeon.hispavista.com/manadacobrasnegras/img/kotick
Kotick

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdxgc_cObX0hqHjg4IPw6FHirjnZEFmLvOblbI3GGTZD3rO1q5U07XbR904bLZ-dT7AcOyWMp1w5hF-fwpYIZTTyOiI0qmbJvzsOk3jxBSKIkzGebyqTa8B6JTB9Uuf1HFjua4eQMe4BM/s320/kotic.png Korick (a foca branca) KOTICK

Eu sou Kotick, a foca branca. Sim, sou diferente das outras focas, e o que eu mais queria era ser igual a elas. Mas descobri que todos somos diferentes uns dos outros e isso é que é legal, por isso vim convidá-los para uma aventura de descoberta ao próximo e ajudá-lo nesta convivência. Você verá como vai ser divertido.
http://www.lisbrasil.com/imagens/jangal/03Kotick.jpgFOCA BRANCA: Kotick

http://www.scoutinggroepwaterland.nl/image/tabaqui.gif
Tabaqui

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmGQvt5aA4_z7-NxQyn9rIolH5b_55a1PCo5DTfZlglr6WZxDVLjUQ7SWVvsMNciDmGUpkYZUuMCe2pPZZLllDQoZzUnYNHgOeU3qS72MWKXtfoGtg4KFHHstKJQPIOeKRFAb_ecp6ja8/s200/Tabaki.jpg Sou Tabaqui, o Chacal, é verdade que sou Interesseiro e por isso vivo sempre junto de shere-khan, afinal preciso comer e ele sempre me fornece seus restos, adoro revirar um lixo. Sou sempre bem informado de tudo que acontece na floresta, foi eu quem  avisou ao Shere-khan que Mowgli estava na toca dos lobos, os outros animais me desprezam porque me acham covarde, mas eu nem ligo.